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Notícias/POLÍTICA26/10/2026· KF News

Flávio Bolsonaro perde eleição para Lula e ficará sem mandato e foro privilegiado em fevereiro de 2027

Foto: Divulgação/Jovem Pan

Flávio Bolsonaro (PL) perdeu a eleição presidencial de 2026 para Lula (PT) e vai deixar o Senado em fevereiro de 2027, quando termina seu mandato pelo Rio de Janeiro. Com o fim do cargo, ele perde também o foro privilegiado — a regra que garante que certas autoridades sejam julgadas por tribunais superiores em vez da justiça comum — encerrando uma trajetória de 24 anos em cargos públicos.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a vitória de Lula com 100% das urnas apuradas. O petista recebeu 64,3 milhões de votos, equivalente a 51,79% dos válidos. Flávio terminou com 59,8 milhões de votos, ou 48,21%.

Flávio entrou na política em 2002, eleito deputado estadual no Rio de Janeiro aos 21 anos. Foram quatro mandatos seguidos na Assembleia Legislativa fluminense antes de chegar ao Senado em 2018, pelo então PSL. Em 2016, tentou a Prefeitura do Rio e perdeu. Dez anos depois, perdeu novamente — desta vez na disputa pelo Palácio do Planalto.

Durante o debate da Band/Jovem Pan, no dia 18, Lula chegou a avisar o adversário: "Você se prepare, porque no dia 25, você vai perder imunidade e você vai ter problema, porque a sua vida tem muito inquérito que agora vai andar."

Flávio é alvo de duas investigações mencionadas no STF. A primeira envolve o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. Segundo o portal The Intercept, o senador teria negociado com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, um investimento de R$ 130 milhões para a produção. A segunda liga seu nome ao advogado Willer Tomaz, investigado por suspeita de lavagem de dinheiro. A Polícia Federal encontrou e-mails indicando que Flávio estava registrado como usuário master de uma conta bancária vinculada ao advogado. Flávio e Tomaz negam manter negócios em conjunto.

No Senado, o patrimônio declarado por Flávio passou de R$ 1,7 milhão para R$ 8,1 milhões. Ele presidiu a comissão de segurança pública da Casa, mas apenas dois projetos de sua autoria viraram lei, nenhum deles ligado diretamente à segurança pública.

Fonte: Jovem Pan