
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, protocolou no Tribunal Superior Eleitoral uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral — a chamada Aije — contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Na avaliação da campanha de Flávio, o governo federal usou, de forma repetida, estruturas, eventos, programas e canais oficiais para promover eleitoralmente a candidatura de Lula à reeleição.
A ação identifica 26 situações consideradas irregulares: 19 eventos oficiais que teriam sido transformados em atos de campanha, 6 episódios envolvendo os palácios do Planalto e da Alvorada, e mais 1 relacionado ao discurso de Lula na 81ª Assembleia Geral da ONU, em 22 de setembro de 2026.
Entre os casos detalhados estão a entrega de 384 unidades do Minha Casa Minha Vida na Bahia e de 576 unidades em Manaus, eventos da Petrobras em Camaçari (BA), Manaus (AM) e Laranjeiras (SE), a inauguração do Centro de Desenvolvimento Tecnológico da Fiocruz, eventos da Polícia Rodoviária Federal e da Eurofarma em Montes Claros (MG). A ação também aponta entrevistas gravadas nos palácios oficiais — incluindo uma ao podcast Inteligência Ltda., de mais de 2 horas, no Palácio da Alvorada — e o uso das redes pessoais de Lula com conteúdo gerado em reuniões institucionais, como encontros sobre terras-raras e com a Anfavea.
Segundo a campanha de Flávio, o padrão se repetiu ao longo de 2026 e envolveu programas sociais, anúncios de investimentos, empresas estatais, hospitais, universidades e institutos federais. A campanha pede ao TSE a produção de provas e a procedência da ação. Uma eventual condenação pode levar à cassação do registro ou diploma e à declaração de inelegibilidade, conforme a legislação eleitoral. O Poder360 buscou o Palácio do Planalto e a campanha de Lula, mas não obteve resposta até a publicação da reportagem.
Fonte: Poder360




