
A Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos, conhecida como ITC, abriu uma investigação formal contra a fabricante chinesa de baterias EVE Energy. O anúncio foi feito no dia 20 de agosto de 2026, com base na chamada Seção 337, um mecanismo americano usado para resolver disputas de propriedade intelectual e barrar produtos importados que violem patentes registradas no país.
A investigação foi provocada por uma ação da sul-coreana LG Energy Solution, apresentada em junho de 2026. A empresa acusa a EVE Energy de fabricar, exportar e vender nos EUA cinco tipos de células de bateria cilíndricas que infringem cinco patentes americanas pertencentes à LG. Como solução, a LG pede uma ordem que impeça a entrada desses produtos nos EUA e proíba sua venda no país.
No total, dez entidades estão sendo investigadas. Além da própria EVE Energy, quinta maior produtora de baterias da China, e duas de suas subsidiárias nos EUA, o processo inclui empresas que usam essas células em produtos importados para os americanos, como o grupo de engenharia alemão Robert Bosch, a fabricante japonesa de ferramentas elétricas Koki Holdings e a fabricante chinesa de ferramentas elétricas Chervon.
A EVE Energy negou as acusações. Em julho, a empresa informou que sua análise das tecnologias e patentes envolvidas não identificou nenhuma violação, e que vai montar uma equipe jurídica para se defender.
Fundada em 2001, a EVE Energy começou produzindo baterias de lítio para medidores inteligentes e equipamentos industriais e entrou no mercado de veículos elétricos em 2015. A empresa afirma ocupar o quarto lugar global em remessas de células cilíndricas, atrás de Panasonic, LG Energy Solution e Samsung SDI. No primeiro semestre de 2026, suas vendas internacionais somaram 11,33 bilhões de yuans, cerca de 1,7 bilhão de dólares, uma alta de 62,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Fonte: Poder360




