
Uma pesquisa publicada na revista PLOS Medicine em 17 de setembro mostrou que a qualidade do sono tem grande impacto na saúde. O estudo analisou dados de 95.559 participantes do UK Biobank, que usaram aparelhos no pulso por sete dias seguidos para registrar os estágios do sono. Depois disso, os cientistas acompanharam a saúde dessas pessoas por cerca de nove anos.
Os resultados mostraram que quem passou mais tempo na fase REM — aquela em que a gente sonha e que ajuda a fixar memórias — teve menor risco de 83 doenças diferentes. Entre elas estão insuficiência cardíaca, demência e a doença de Parkinson.
O sono profundo também apareceu como um fator de proteção, sendo ligado a menor risco de sete condições, como diabetes tipo 2 e depressão grave.
Já quem tem sono irregular ou acorda com frequência durante a noite ficou mais exposto a problemas como ansiedade e transtornos relacionados ao uso de substâncias.
Em relação ao tempo total de sono, o menor risco foi observado entre quem dorme de seis a oito horas por noite. Dormir menos de cinco horas foi associado a maior vulnerabilidade, com aumento do risco para 37 condições de saúde.
Os próprios autores da pesquisa reforçam que o estudo identifica associações, mas não prova que a falta de sono causa diretamente essas doenças.
Fonte: Metropoles




