
Um estudo publicado em maio no European Heart Journal ligou o consumo frequente de conservantes presentes em ultraprocessados a um risco 29% maior de hipertensão e 16% maior de doenças cardiovasculares, como infarto e AVC. A pesquisa acompanhou 112.395 adultos na França por cerca de sete a oito anos, com base em registros alimentares feitos pelos próprios participantes ao longo do tempo. Os pesquisadores analisaram os ingredientes consumidos e identificaram essa relação com determinados conservantes. Os próprios autores reforçam, no entanto, que o estudo aponta associações, mas não estabelece relação de causa direta entre os conservantes e as doenças. Mesmo assim, o trabalho reforça o debate sobre o consumo frequente de ultraprocessados. A nutricionista Risoneide Calazans, diretora do Conselho Federal de Nutrição, explica que os aditivos alimentares são substâncias colocadas intencionalmente nos produtos para cumprir funções como conservar, dar cor, sabor ou melhorar a textura. Ela também alerta que um produto pode conter apenas aditivos autorizados e ainda assim não ter um bom perfil nutricional. "O mais importante é avaliar o conjunto da alimentação e a frequência de consumo de ultraprocessados", ressalta. Entre os principais tipos de aditivos presentes nesses produtos estão conservantes, antioxidantes, corantes, aromatizantes, emulsificantes e edulcorantes, que costumam aparecer combinados na formulação dos ultraprocessados.
Fonte: Metropoles - Saúde




