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Notícias/SAÚDE21/09/2026· KF News

Estimulação cognitiva pode retardar perda de funções em quem tem Alzheimer

Foto: Andrea Piacquadio/Pexels

O Brasil tem cerca de 2,7 milhões de pessoas com 60 anos ou mais vivendo com demência, e esse número pode chegar a 5,6 milhões até 2050. Diante desse cenário, estratégias como a estimulação cognitiva entram no debate como forma de ajudar a manter funções do cérebro e a autonomia no dia a dia, inclusive para quem já tem diagnóstico de Alzheimer. É importante deixar claro, porém, que a estimulação cognitiva não interrompe o avanço da doença e não recupera funções que já foram perdidas.

A Organização Mundial da Saúde, a OMS, estima que até 45% dos casos de demência estão associados a fatores que podem ser controlados, como sedentarismo, tabagismo, hipertensão, diabetes, obesidade, consumo de álcool e isolamento social. Ou seja, muita coisa está nas mãos da gente.

A neuropsicóloga Martha Valeria Medina, da empresa espanhola de neurorreabilitação NeuronUP, explica que uma pessoa pode ter hábitos saudáveis e ainda assim desenvolver Alzheimer, mas que isso não significa que os hábitos sejam irrelevantes. Segundo ela, é possível agir sobre determinados fatores para reduzir a chance de declínio cognitivo. Ela também destaca que o cuidado com a saúde do cérebro precisa começar antes dos sintomas aparecerem, e que manter atividade física, estímulo mental e vínculos sociais faz parte desse processo.

O Alzheimer é uma doença degenerativa causada pela morte de células cerebrais e pode se desenvolver décadas antes dos primeiros sintomas aparecerem. Os sintomas são mais comuns em pessoas acima dos 70 anos, mas também podem surgir por volta dos 30. Quando isso acontece, a condição é chamada de Alzheimer precoce. Por isso, ao notar qualquer sinal da doença, o indicado é consultar um especialista o quanto antes.

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