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Notícias/NEWS21/09/2026· KF News

Escritório de Milton Leite é invadido e polícia apura possível ligação com operação contra o PCC

Foto: Divulgação/Jovem Pan

O escritório do ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite foi invadido na noite de domingo (20), por volta das 21h. Uma vizinha percebeu a movimentação e chamou a Polícia Militar. Os policiais foram ao local, realizaram buscas, mas não encontraram nenhum suspeito.

No escritório, foram apreendidos documentos e um aparelho celular. O detalhe mais importante para os investigadores foi a retirada do HD das câmeras de segurança, levado pelos criminosos. Esse equipamento pode conter imagens da entrada e saída dos invasores e deve ser um dos pontos centrais da apuração.

A polícia trabalha com a hipótese de que a invasão tenha ligação com a Operação Vectura Corrupta, deflagrada na quinta-feira (17) pela Polícia Civil de São Paulo com apoio do Ministério Público. A investigação apura suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital, o PCC, no sistema de transporte coletivo da capital paulista. Ao todo, foram autorizados 16 mandados de prisão temporária e 18 de busca e apreensão.

Milton Leite foi alvo de um mandado de prisão temporária. Após ficar mais de 24 horas sem ser localizado, se entregou na sexta-feira (18) numa delegacia de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. No sábado (19), passou por audiência de custódia e a Justiça decidiu manter a prisão. Antes da entrega, policiais foram à casa de um assessor ligado ao filho de Milton Leite, o deputado estadual Milton Leite Filho, em Sorocaba. No local, foram encontrados R$ 287 mil em dinheiro vivo e US$ 89 mil em espécie, valores que foram apreendidos e incluídos na investigação.

Na decisão judicial, Milton Leite aparece como suposto responsável direto por empresas que seriam controladas pelo PCC. O documento cita declarações de policiais militares que apontam o ex-vereador como "dono de fato" da Transwolff, empresa de ônibus investigada em outra operação anterior por suspeita de lavagem de dinheiro ligada à facção. Tanto a defesa de Milton Leite quanto a Transwolff negam as acusações e afirmam que ele nunca teve participação societária ou envolvimento na gestão da empresa.

Fonte: Jovem Pan