
A equipe de segurança de Michelle Bolsonaro identificou um aumento massivo de hostilidades nas redes sociais e mudou a rotina de proteção da ex-primeira-dama. As alterações incluíram itinerário, horários, posicionamento dos agentes de segurança e até a escolha do armamento usado pelo grupo.
O monitoramento das redes sempre foi feito pela equipe, mas o alerta foi aceso a partir de novembro de 2025, quando o blogueiro bolsonarista Allan dos Santos começou a atacar Michelle. Ele chegou a dizer que ela viajava "como se Bolsonaro estivesse morto" e que estava "cagando" para o ex-presidente.
O segundo ponto de virada foi a divulgação de um vídeo em que Michelle disse ter levado uma "punhalada" e expôs publicamente o atrito que vive com o enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em duas postagens de aproximadamente 26 minutos, ela falou sobre diversas situações e, especialmente, sobre as articulações do PL no Ceará. Depois do vídeo, o número de publicações contra ela mais que dobrou.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), aliada de Michelle, também passou a ser alvo dos ataques. O levantamento de inteligência da equipe identificou uso de termos como "traidora" e ofensas de cunho sexual. Muitos usuários passaram a chamá-la de Michelle Firmo, omitindo o sobrenome Bolsonaro. A maioria dos ataques parte de usuários nos Estados Unidos e na Austrália, que também incentivam outros a copiar os termos e as agressões — o chamado efeito copycat.
Deputados, senadores e figuras do PL passaram a compartilhar no WhatsApp uma figurinha de Michelle com a camisa do PT. O maior receio da equipe é que os ataques virtuais se transformem em ataques físicos, com o surgimento de um "lobo solitário". Os detalhes das mudanças no esquema de segurança não foram divulgados para preservar a proteção da ex-primeira-dama.
Fonte: CNN




