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Notícias/POLÍTICA28/09/2026· KF News

Entidade evangélica com 10 mil pastores acusa Lula de promover guerra religiosa entre católicos e evangélicos

Foto: Reprodução/Instagram

O Conselho Interdenominacional dos Ministros Evangélicos do Brasil, o CIMEB, publicou uma nota nas redes sociais na segunda-feira, dia 28 de setembro, acusando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aliados de disseminarem fake news para promover uma "guerra religiosa" entre católicos e evangélicos no Brasil.

A nota foi publicada pelo pastor Silas Malafaia. A entidade afirma reunir mais de 10 mil pastores de diversas denominações e diz repudiar com veemência o uso de notícias falsas para atingir um adversário político.

A polêmica surgiu a partir de um boato que ganhou força nas redes sociais: o de que o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida seria retirado. Esse rumor passou a ser associado ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, do PL, que negou ter qualquer projeto ou intenção de alterar o título da santa.

As publicações que ligam Flávio a essa mudança citam o Projeto de Lei 2.623/2007. A proposta foi arquivada pela Câmara dos Deputados em 22 de agosto de 2008. O projeto queria alterar a Lei nº 6.802/1980, que criou o feriado nacional de 12 de outubro em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, trocando a expressão "Padroeira do Brasil" por "Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos". A mudança não extinguia o feriado. O texto também propunha substituir "culto público e oficial" por "homenagem oficial". Na justificativa, o autor argumentava que o Brasil é um Estado laico e que a lei trazia um privilégio religioso.

O CIMEB reforça que evangélicos e católicos vivem em paz e que não há nenhuma iniciativa de líderes evangélicos para cancelar feriados ou cultos de qualquer religião.

Fonte: Metropoles