
A Embrapa, a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) desenvolveram juntas um novo método de diagnóstico da tuberculose chamado RRTB. A tecnologia simplifica o cultivo de amostras biológicas e reduz a necessidade de equipamentos especializados, como centrífugas refrigeradas e cabines de segurança biológica. Na prática, isso abre caminho para que laboratórios menores, inclusive em municípios do interior e áreas rurais, possam realizar esse tipo de exame.
O RRTB combina o uso de swab com o cultivo no meio Löwenstein-Jensen, um dos mais baratos e acessíveis do Brasil, e uma solução neutralizadora criada pelos pesquisadores — composta por ácido cítrico, citrato de amônio e citrato de sódio. Essa solução ajusta as condições do cultivo para favorecer o crescimento da Mycobacterium tuberculosis, principal bactéria causadora da doença em humanos.
Em um estudo-piloto com 77 amostras, o método apresentou sensibilidade de 90,91% e especificidade de 94,34% em comparação ao método Petroff, e sensibilidade de 94,74% e especificidade de 92,45% em relação ao Ogawa-Kudoh. A taxa de contaminação foi de apenas 1,30%, ante 2,60% do Petroff e 6,50% do Ogawa-Kudoh. A validação mais ampla envolveu sete laboratórios de referência de Minas Gerais e 593 pares de amostras.
A tecnologia também apresenta potencial para diagnosticar tuberculose bovina, causada pela Mycobacterium bovis, e para análise de amostras de animais e alimentos, integrando o conceito de Uma Só Saúde. A patente foi concedida pelo INPI, e o Critt/UFJF já busca empresas interessadas em licenciar e produzir o método.
Fonte: Portal Agroneg.




