
O diretor-executivo da AMC (Associação de Minerais Críticos), Frederico Bedran, fez um alerta nesta quinta-feira, 8 de outubro de 2026: a demora do governo em fazer o Cimce funcionar de verdade está paralisando investimentos estrangeiros no Brasil. O Cimce é o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, vinculado diretamente à Presidência da República e criado pela nova Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O conselho até já foi oficialmente instalado, mas não fez nenhuma reunião e não avançou em pontos considerados urgentes pelo setor: a elaboração da lista oficial de minerais críticos, a seleção de projetos que receberão incentivos fiscais e as regras para contratos internacionais e transferência de controle de empresas do setor.
Bedran, que representa mais de 30 empresas com projetos de minerais críticos no Brasil, afirmou que os investidores internacionais estão na espera de dois processos: a troca de governo após as eleições e a operacionalização do conselho. Ele disse ainda que projetos em fase pré-operacional correm o risco de ir para outros países se a regulamentação demorar. O executivo fez o alerta durante o seminário "Minerais Críticos: da Nova Lei à Transformação Industrial", promovido pelo Instituto Diálogos, presidido pela senadora Tereza Cristina (PP-MS).
Bedran defendeu que o avanço das regras seja tratado como prioridade pela equipe de transição de governo, independentemente de quem vencer as eleições entre Lula e Flávio Bolsonaro. Segundo ele, as empresas do setor, formado majoritariamente por estrangeiras, não têm preferência política, mas precisam de clareza e agilidade para tocar os projetos.
Fonte: Poder360




