
Ciro Gomes perdeu a eleição para governador do Ceará no domingo, 4 de outubro de 2026, pelo PSDB. Foi a quinta derrota eleitoral da carreira dele. A derrota foi ampla e arrastou toda a chapa da oposição: os candidatos ao Senado, Capitão Wagner (União Brasil) e Pastor Alcides Fernandes (PL), também foram derrotados. As vagas ficaram com Cid Gomes (PSB) e Luizianne Lins (Rede). O ex-prefeito de Fortaleza, Sarto (PSDB), aliado histórico de Ciro, nem se elegeu deputado federal.
A candidatura foi marcada por muita hesitação. Ciro repetiu várias vezes que não entraria na disputa. "Se tiver juízo, não vou", dizia. "O coração manda ir, mas a cabeça manda não ir", acrescentava. O flerte com a oposição ao PT no Ceará começou em 2024, depois da derrota de Sarto na prefeitura de Fortaleza. Convencido a disputar, Ciro voltou ao PSDB a convite do ex-senador Tarso Jereissati e montou coligação com o PL. A campanha teve foco em segurança pública. Pressionado a declarar voto para presidente, preferiu a neutralidade: "Não sou lulista nem bolsonarista."
A eleição também expôs a ruptura entre Ciro e o irmão Cid Gomes, iniciada em 2022. Cid seguiu caminho oposto e foi eleito o senador mais votado do estado. Ciro contou com o apoio dos irmãos Ivo e Lúcio Gomes, este último coordenador da campanha.
Nas quatro corridas presidenciais, Ciro nunca venceu: ficou em 3º em 1998 e 2018, e em 4º em 2002 e 2022. Em 2022, após a quarta derrota seguida, anunciou que não disputaria mais cargos. Agora, anuncia pela segunda vez a saída da política. A última eleição que venceu foi em 2006, quando se elegeu deputado federal pelo PSB.
Fonte: Poder360




