
Um cabo do Exército Brasileiro está sendo investigado por suspeita de fornecer armas e munições a integrantes de facções criminosas na Bahia. O militar, Deivison dos Santos Ferreira, é lotado no 6º Batalhão de Polícia do Exército, no bairro do Imbuí, em Salvador. Ele aparece em conversas analisadas pelos investigadores.
A apuração é conduzida pela Polícia Civil da Bahia e pelo Ministério Público da Bahia e faz parte da operação Reino Oculto, iniciada em março. As investigações miram crimes como tráfico e associação para o tráfico de drogas, organização criminosa, comércio, posse e porte ilegais de armas e munições, além de lavagem de dinheiro.
Segundo a investigação, Deivison teria negociado armamentos e munições com integrantes do tráfico de drogas. O grupo tinha uma estrutura com núcleos responsáveis pelo comando, gestão financeira, armazenamento, logística, distribuição e revenda de drogas, além do fornecimento de armas. De acordo com o MP-BA e a Polícia Civil, esse grupo movimentou mais de R$ 4 milhões durante o período investigado.
A operação Reino Oculto foi deflagrada no dia 10 de setembro e mobilizou mais de 250 policiais civis. Foram cumpridos mandados em Salvador, na Região Metropolitana, em municípios do interior da Bahia e também em cidades de São Paulo, Espírito Santo e Sergipe. Mais de 30 pessoas foram presas, segundo o MP-BA.
Deivison já estava preso antes mesmo da operação ser deflagrada. A Justiça Militar determinou sua prisão em agosto, depois que ele foi relacionado ao desaparecimento de coletes balísticos do 6º Batalhão de Polícia do Exército.
As informações sobre a participação do militar foram divulgadas pelo Fantástico, da TV Globo, no domingo, dia 13 de setembro de 2026. Ao programa, os advogados de Deivison disseram que ele nega as acusações e que os fatos serão esclarecidos no momento adequado. A defesa também informou que trabalha para revogar as prisões.
Fonte: Poder360




