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Notícias/NEWS30/09/2026· KF News

Brasil abre 5 novos mercados para carnes, milho e produtos do agro em países da América, Ásia, África e Caribe

Foto: Divulgação/Envio manual

O agronegócio brasileiro garantiu novas portas abertas em cinco países ao mesmo tempo. Antígua e Barbuda, Chile, Argélia, China e Paraguai autorizaram a entrada de diferentes produtos nacionais. O anúncio foi feito em conjunto pelo Ministério da Agricultura (Mapa) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) na noite do dia 29 de setembro.

A abertura mais ampla foi em Antígua e Barbuda, país caribenho que passou a aceitar carnes, produtos cárneos e miúdos de cinco espécies: aves, bovinos, suínos, caprinos e ovinos brasileiros. Na Argélia, a autorização é para o DDG de milho, que é o grão seco que sobra depois que o amido é usado na fabricação do etanol e serve principalmente para alimentação animal.

Na China, a novidade amplia a lista de partes suínas aceitas. Antes, o país aceitava itens como pés, orelhas, rabo e língua. Agora, entram também fígado, coração, rins, estômago, pele, cartilagem e ossos. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que mais de 100 mil toneladas por ano de miúdos suínos poderão ser enviadas ao mercado chinês, que movimenta cerca de US$ 2,5 bilhões anuais nesse segmento.

O Chile autorizou a importação de extrato de carne de ruminantes brasileiros para consumo humano. Já o Paraguai liberou a fibra de coco para uso como substrato agrícola, produto obtido da casca do coco com aplicação em produção de mudas e cultivo sem solo, conforme estudos da Embrapa.

O governo alerta que autorização sanitária não significa venda automática. Os exportadores ainda precisam cumprir exigências de certificação e habilitação. Desde o início de 2023, o Brasil acumula 642 novos acessos em 91 destinos. Só em 2025, foram 225 novas aberturas, e as exportações do agronegócio chegaram a US$ 169,2 bilhões. Estudo da ApexBrasil em parceria com o Mapa aponta que mais de 500 acessos conquistados desde 2023 geraram US$ 3,4 bilhões em exportações adicionais.

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