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Notícias/AGRONEGÓCIO05/10/2026· KF News

Boi gordo sobe R$ 10 na arroba em São Paulo e frigoríficos enfrentam escalas curtas de até 7 dias

Foto: Divulgação

O mercado do boi gordo abriu a semana de 5 de outubro com um cenário que favorece o pecuarista: oferta limitada de animais prontos para o abate e frigoríficos com escalas de programação curtas, entre 5 e 7 dias úteis, segundo a Safras & Mercado. Essa situação obriga as indústrias a buscar boiadas com mais frequência, o que sustenta a pressão de alta na arroba.

No fechamento da semana anterior, o boi-China em São Paulo acumulou valorização de R$ 10 por arroba, saindo de R$ 360 para R$ 370. O boi gordo sem padrão de exportação subiu R$ 6, de R$ 356 para R$ 362, segundo a Scot Consultoria. A diferença entre as duas categorias dobrou: era de R$ 4 e passou para R$ 8 por arroba.

A Agrifatto registrou negócios chegando a R$ 375 por arroba em São Paulo, a prazo, e vendas pontuais a R$ 370 no Mato Grosso do Sul. A consultoria alerta que esses valores não representam preço disponível para todos os lotes. A valorização foi registrada em 10 das 17 regiões monitoradas pela Agrifatto entre os dias 1º e 2 de outubro, incluindo São Paulo, Bahia, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rondônia e Tocantins.

Na avaliação de Felipe Fabbri, zootecnista e analista da Scot Consultoria, "o mercado é comprador". Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado, também avalia que a necessidade de recompor escalas segue favorecendo reajustes. Na B3, o contrato de novembro de 2026 chegou a R$ 395 por arroba durante a semana.

No atacado, a carne bovina encerrou a semana estável: quarto dianteiro a R$ 22/kg, traseiro a R$ 28/kg e ponta de agulha a R$ 20,50/kg. A continuidade da alta depende da resposta da demanda e da capacidade dos frigoríficos de repassar o custo maior do gado para a carne.

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