
Ben Affleck, ator e diretor de 54 anos, admitiu que usou inteligência artificial "em muitas coisas" na produção do filme "Sobrevivência", seu novo longa distribuído pela Netflix. A revelação veio durante o evento Screentime 2026, da Bloomberg, realizado na última quarta-feira (30), e depois foi detalhada na estreia do filme nos Estados Unidos, na quinta-feira (1º).
Affleck deixou claro que a tecnologia foi usada com cuidado: a IA partiu de um "conjunto de dados proprietário", sem extrair conteúdo de obras protegidas por direitos autorais. Ele também garantiu que o uso não tem nada a ver com criar personagens falsos ou tirar o lugar de atores. "Não se trata de criar pessoas falsas ou substituir ninguém, nunca. Trata-se de mais uma ferramenta interessante de pós-produção", afirmou.
O diretor também disse que não tem interesse em fazer filmes onde "você simplesmente digita coisas e as coisas acontecem", garantindo que isso "jamais vai funcionar de uma forma que alguém se importe o suficiente para querer assistir". Ele defende que a IA deve ser usada por empresas que respeitam sindicatos e a comunidade criativa, sem colocar ninguém em um filme sem permissão e sem pagamento.
A ligação de Affleck com inteligência artificial não é de agora. Em março deste ano, ele vendeu à Netflix a startup InterPositive, fundada por ele em 2022, em Los Angeles. A empresa desenvolve ferramentas de IA para ajudar cineastas nos processos de produção e edição. A aquisição foi considerada incomum para a plataforma, que raramente compra esse tipo de empresa.
Em "Sobrevivência", Affleck vive Mark Kimball, candidato a prefeito de Los Angeles, que precisa enfrentar uma ameaça séria depois de receber um telefonema sinistro. Kerry Washington interpreta Abigail, sua esposa. Além de protagonizar, Affleck também assina o roteiro e a direção. O filme chega à Netflix nesta sexta-feira (9).
Fonte: CNN




