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Notícias/POLÍTICA05/08/2026· KF News

Análise discute se Bolsonaro teria força para vencer eleições caso pudesse concorrer hoje

Uma coluna assinada pelo jornalista Polito e publicada na Jovem Pan analisa, em forma de hipótese, o que aconteceria se Jair Bolsonaro estivesse apto a disputar a Presidência da República, livre das condenações e com a inelegibilidade revertida.

No campo do que favoreceria uma eventual candidatura, o texto destaca que Bolsonaro é reconhecido até por adversários como o maior líder conservador do Brasil nas últimas décadas. Foi sob sua liderança, segundo a análise, que a direita ganhou identidade eleitoral e dimensão nacional. A matéria cita dados históricos do Datafolha: em 2013, 39% dos entrevistados se identificavam com a direita e 41% com a esquerda. Em 2014, esse quadro mudou para 45% à direita e 35% à esquerda.

Mais recentemente, uma pesquisa do Datafolha chamada "Matriz ideológica do Datafolha", divulgada no início de julho deste ano e realizada com 2.004 eleitores em 139 municípios, mostrou que 44% se alinham à direita ou centro-direita, contra 39% da esquerda e centro-esquerda. A análise também aponta o desempenho do filho Flávio Bolsonaro como sinal da força política do pai: em alguns levantamentos, Flávio aparece tecnicamente empatado com Lula num eventual segundo turno.

Do lado negativo, o texto aponta que Bolsonaro acumulou uma série de investigações e acusações — envolvendo vacinas, joias, aproximação de uma baleia, equipamentos da Abin, compras de medicamentos pelas Forças Armadas, gastos com alimentos, imóveis da família e saques em dinheiro. Alguns casos foram arquivados ou encerrados sem responsabilização; outros ainda aguardam desfecho. Mesmo assim, segundo a análise, o desgaste de imagem causado pelas manchetes iniciais tende a permanecer, já que a imprensa costuma dar menos destaque ao arquivamento do que às acusações.

A coluna conclui que uma possível virada seria se parte do eleitorado o enxergasse como vítima de perseguição, convertendo rejeição em solidariedade. E sugere que, estrategicamente, talvez fosse melhor manter Flávio Bolsonaro na disputa, já que, segundo o texto, em política "ganha mais quem fica nas sombras".

Fonte: Jovem Pan